segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Construtivismo: a arte de perguntar!


Sabemos que o construtivismo consiste em uma teoria de aprendizagem que pressupõe o aprendiz como construtor do próprio conhecimento por meio de conexões entre os saberes antigos e novos, principalmente por meio de resolução de problemas.  

Sendo assim, podemos dizer que o que faz o aluno aprender não seria exatamente a resposta,  mas sim a dúvida.  Então o professor assume o papel de "provocador de dúvidas". 

Desta forma se explica o título deste texto. Por meio das perguntas certas podemos proporcionar momentos ricos em aprendizagem.  

Para que as dúvidas sejam solucionadas,  o professor pode dar pistas, ajudar o estudante a levantar hipóteses, até que a turma consiga tirar suas conclusões, que, em princípio, podem ou não se tratar das respostas corretas. Neste caso, o mais importante é a reflexão sobre o assunto tratado. Mas é evidente que quanto mais o aprendiz se aproximar do conteúdo convencional, melhor...

Por este motivo, a aprendizagem necessita de um bom e bem preparado professor que saiba fazer, na imensa variedade de situações em sala de aula,  as perguntas que favoreçam o aprendizado dos seus alunos. A aprendizagem necessita de um professor que seja mestre na arte de perguntar!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Escrita de carta - Produção coletiva

Segue abaixo a carta que meus alunos produziram oralmente para o artista plástico Ivan Cruz e também a carta-resposta que o artista enviou para as crianças...

Carta ao artista


Carta para as crianças

domingo, 20 de outubro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Feira Literária - 2013

PROJETO: LEGENDA PARA FOTOS

"MEU DIA NA ESCOLA"


Todos os anos, realizamos em nossa escola a Feira Literária para expor os trabalhos dos nossos alunos.

Neste ano, os 1ºs anos participaram do projeto Legenda para fotos, cujo tema era "Meu dia na escola". O cotidiano dos alunos seria relatado por meio de fotos e legendas.

Desde o início do ano trabalhamos várias atividades, como por exemplo:
  • Escrita de lista com sugestão dos alunos sobre os momentos da rotina que deveriam fazer parte do projeto;
  • Escolha das fotografias com os momentos mais importantes ou mais marcantes;
  • Escrita das primeiras versões das legendas, utilizando letras móveis, papel e lápis ou mesmo a lousa. Nesta etapa, fizemos escritas coletivas, em grupo e individualmente, dependendo da hipótese de escrita do aluno;
  • Revisão das legendas;
  • Escrita das legendas revisadas.
O projeto teve duração de, aproximadamente, cinco meses, sendo trabalhado três vezes por semana.

Cada aluno escreveu uma legenda sobre um momento da rotina diária.

Nossa Feira aconteceu em meados de setembro deste ano e foi maravilhosa!

Segue abaixo alumas fotografias...



























segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Escrita de carta - Relato

Relato de Experiência Educativa

“Escrita de carta ao artista”

No ano de 2012, entre os meses de março e agosto, realizei, em minha classe o Projeto Brincadeiras Tradicionais, do Programa Ler e Escrever, do material da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, assim como minhas colegas que trabalham com a mesma faixa etária.
Os principais objetivos deste projeto eram o resgate das brincadeiras infantis e a aprendizagem da língua.
Ao final do projeto, queríamos que nossos alunos se apropriassem de algumas capacidades (Expectativas de aprendizagem, segundo o Guia de Planejamento e Orientações Didáticas- 1º ano):
  • Comunicar-se no cotidiano;
  • Ler, ainda que não convencionalmente;
  • Conhecer diferentes gêneros textuais;
  • Produzir textos escritos, ainda que não saibam escrever convencionalmente;
  • Uso de texto fonte para escrever de próprio punho.

O produto final do projeto seria ficha das brincadeiras aprendidas.
As etapas originais do projeto eram:
  • Apresentação do projeto e levantamento dos conhecimentos prévios;
  • Aprender brincadeiras a partir da leitura do professor;
  • Aprender novas brincadeiras a partir do relato oral de diferentes convidados;
  • Preparação do produto final.

Anualmente realizamos em nossa escola, a Feira Literária, com os trabalhos dos alunos e professores. Em 2012, o 1º ano iria apresentar as atividades realizadas durante o Projeto Brincadeiras Tradicionais.
Em nossa escola, realizamos todas as etapas previstas para o projeto, de acordo com o Guia de Planejamento, exceto a última, pois, por ocasião da nossa Feira Literária, apresentaríamos não só as fichas das brincadeiras aprendidas, como também, cartazes com escrita de legenda das regras e ilustrações das brincadeiras, maquetes representando a maneira de brincar e livros com as regras.
No Guia de Planejamento do 1º ano, havia uma sequência didática, com atividades de leitura e escrita, cujo tema era obras do artista plástico Ivan Cruz, que retrata em seus quadros, desenhos de crianças brincando. Ao iniciar estas atividades, foi feita uma leitura da biografia do artista para que os alunos se familiarizassem com o assunto.
Decidimos incluir em nosso projeto, uma releitura das obras do artista, pois nosso objetivo era ampliar o repertório cultural dos alunos e da comunidade que nos visitaria no dia da nossa feira.
Cada sala escolheu uma obra, inclusive algumas que nem estavam no material dos alunos, para que cada aluno fizesse a releitura.
Quando apresentei a proposta de realizar a releitura da obra de um artista “de verdade”, meus alunos ficaram muito animados, pois sabiam que suas obras seriam expostas e também se sentiram artistas.
Mas, no decorrer da atividade, surgiu uma dúvida relacionada à obra do artista. Um dos alunos perguntou por que as crianças do quadro não tinham o rosto desenhado (nas obras originais, o rosto das crianças está em branco). Eu respondi que não sabia. Então sugeri que escrevêssemos uma carta para que o próprio artista respondesse.
Surgiram então, outras dúvidas:
  • Como iriam escrever uma carta se ainda não sabia escrever?
  • Como enviariam a carta se não sabiam onde o artista morava?         
  • Será que o artista existe de verdade, e se ele existir, será que vai responder?

Para todas as perguntas, eu disse que havia uma resposta:
·         Como alguns ainda não sabiam escrever, sugeri que fizéssemos uma produção coletiva, onde todos poderiam participar. Eu iria escrever na lousa tudo o que eles queriam que estivesse na carta.
·         Nós não sabíamos onde o artista morava, mas no livro dos alunos tinha o endereço do site dele, então eu poderia enviar a carta pela internet, através do meu e-mail.
·         Nós não sabíamos se o artista iria responder, mas tínhamos que tentar.
Começamos a produção da carta ao artista com a realização das seguintes etapas:
  •          Levantamento oral das características de uma carta;
  •          Planejamento oral do que poderia ser escrito;
  •          Escrita das ideias iniciais dos alunos, incluindo a questão que originou a produção da carta (por que as crianças não tem o rosto desenhado);
  •          Revisão do conteúdo, para que atenda o propósito devido;
  •          Revisão da escrita.

Quando concluímos a produção do texto, escolhi um aluno para copiar a carta da lousa, para que guardássemos o registro.
Na mesma semana enviei a carta para o artista Ivan Cruz, por e-mail.
Todos os dias meus alunos perguntavam se o artista já tinha respondido a carta. Eu respondia que deveríamos esperar, pois um artista é uma pessoa muito ocupada e talvez demore um pouco para ler e responder seus e-mails.
Após pouco mais de uma semana, ao abrir meu e-mail, tive uma linda surpresa. Recebi a resposta do artista. Foi uma grande alegria para mim, com educadora. Eu não via a hora de mostrar e ler a carta que meus alunos receberam.
Na carta de resposta, o artista disse que ficou muito feliz em saber que as crianças gostaram de seus quadros e que estavam fazendo a releitura. Perguntou se as crianças estavam brincando e disse que deveriam brincar sempre. Respondeu a dúvida dos alunos dizendo que as crianças nos quadros não tinham rosto para que qualquer criança pudesse se imaginar dentro deles e também brincou ao dizer que é mais fácil desenhar sem ter que pintar o rosto. Mencionou seus netos e ao final da carta, abençoou as crianças e se despediu carinhosamente.
 Os alunos ficaram emocionados, assim como eu, ao perceberem que se corresponderam com uma pessoa famosa, importante e que mora em outro Estado (Rio de Janeiro).
Esta carta foi lida para os alunos, para os pais e para os professores, durante a reunião pedagógica.
No dia da nossa Feira Literária, assim como todas as atividades mencionadas neste relato, foram expostas as duas cartas: a carta escrita pelas crianças e a carta de resposta do artista.
Não preciso dizer que a exposição das cartas foi um dos pontos fortes da feira, pois conseguimos realizar em nossa escola, que é localizada em uma comunidade carente, práticas efetivas de comunicação social, com crianças de seis anos, em processo de alfabetização.
Um dos objetivos do projeto era “comunicar-se no cotidiano” e a escrita da carta abriu uma porta de comunicação com o mundo.  Após esta experiência todos queriam escrever para muitos outros destinatários.
Durante a realização das atividades do projeto, da sequência didática e das atividades de que surgiram como complemento, as crianças evoluíram significativamente.
No inicio do ano, em minha sala havia 29 alunos não-alfabéticos, em um total de 29. Ao final do segundo semestre, havia 22 alunos alfabéticos, em um total de 26. Os que já estavam alfabetizados e escreviam com autonomia, já reproduziam textos conhecidos e produziam textos de autoria, como histórias e poemas. Aquele que estavam recém-alfabetizados ou ainda não-alfabetizados produziam textos com ajuda dos colegas e da professora.
Com relação à Feira Literária, nossa comunidade se enriqueceu ao ver o que suas crianças são capazes de produzir. Recebemos visitas dos nossos superiores que ficaram emocionados com o trabalho realizado. Atualmente a experiência com a “escrita da carta ao artista” é mencionada de forma positiva nas reuniões de formação de professores.
Meu trabalho se fortaleceu e se consolidou no que se refere a práticas de comunicação social, pois em minha sala havia alunos com diferentes hipóteses de escrita e com diferentes tipos de formação cultural, mas todos participaram e aprenderam em níveis diferentes.  Todos ampliaram seus conhecimentos em leitura, escrita, produção de textos e comunicação oral.
Todas as atividades realizadas em 2012, mencionadas neste relato, fazem parte da rotina do 1º ano, de acordo com o Guia de Planejamento, do Programa Ler e Escrever. Meu trabalho foi bem sucedido por ter dado sentido para essas atividades, ou seja, não utilizei as atividades como um produto final, elas foram um meio para garantir a aprendizagem dos alunos. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Atividade de alfabetização: Reforço

Quando estamos na metade do ano, não cabe em nós, professores alfabetizadores, a angústia de ter alunos que ainda não sabem ler e escrever.

A maioria das crianças já está alfabetizada, produzindo textos, refletindo sobre questões ortográficas e adquirindo cada vez mais fluência leitora. Mas o que fazer com aqueles que parecem não avançar?

Estes alunos necessitam de atividades diversificadas que favoreçam a reflexão sobre o sistema de escrita de forma que tenham interesse em aprender.

Em minha classe de 1º ano, enquanto os alunos alfabetizados fazem atividades para avançar nos conhecimentos descritos acima, trabalho com um pequeno grupo com quatro alunos, em um cantinho da sala, com materiais diferenciados, por uma ou duas aulas. Nas demais aulas do dia, trabalho com o conteúdo coletivo.

Segue abaixo alguns exemplos de atividades de leitura e escrita:

Atividades de leitura - Parte I
  • Entre várias palavras, indicar qual corresponde à figura, buscando pistas, como por exemplo, a primeira ou a última letra;






Atividades de leitura - Parte II
  • Ajustar o falado ao escrito;
  • Localizar palavras de acordo com a solicitação da professora;






Atividades de escrita









Fontes

  • As atividades de escrita, com as letrinhas de madeira, fazem parte do jogo "Formando Palavras".


  • As atividades com figuras em preto e branco foram confeccionadas a partir das imagens abaixo:



  • As atividades de leitura, coloridas, são imagens retiradas de revistas.